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Biografia
O Legado do Rev. Antônio EliasHomenagem Por Rev. Jeremias Pereira da Silva Ele influenciou gerações de líderes e igrejas, tanto presbiterianas como não presbiterianas, na direção da piedade, santidade, busca do avivamento, dedicação pastoral e evangelização. Rev. Antônio Elias foi um pastor amigo e um amigo pastor. Influenciou muito nossa igreja. Mentor e conselheiro nos momentos difíceis da minha vida pessoal, familiar e ministerial. Conheci o pastor em 1977 numa cruzada evangelística em Campinas. Em 1984 começamos a estreitar vínculos e amizade, quando ele veio a Belo Horizonte pregar no Primeiro 'Celebrai' que a Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte realizou. Ele e dona Maria José me hospedaram várias vezes em Niterói. Tornei-me também amigo de seus filhos: Rev. Teófanes, Lúcio, Paulo César – Cecé e Lucília. Da sua vida, do seu ministério, desse relacionamento ficam muitos exemplos e ensinamentos. Selecionei dez, que chamarei “o legado do Rev. Antônio Elias”. O Legado 1. A humildade. Procurou aprender e demonstrar o que Jesus disse: “aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. 2. A vida de oração. Essa é, talvez, a marca maior da vida do “mestre”Antônio Elias: seu amor pela oração e a busca do avivamento pessoal e das igrejas. 3. O amor pela Palavra de Deus. Diariamente meditava nas sagradas escrituras. Sempre dizia: “A vida cristã é simples: bíblia e oração, meu filho”. 4. A unção espiritual. Essa realidade transpirava a vida do santo varão em tudo. No seu lar, nas conversas particulares e nas suas pregações. 5. A ênfase na obra do Espírito Santo. “Sem o Espírito nada acontece filho”. 6. O bom humor invencível. Já alquebrado pela enfermidade, no hospital, semanas antes do seu falecimento, rev. Antônio soube pelo pastor Josué Rodrigues – filho na fé- que o mesmo havia sido reeleito pastor por mais cinco anos, com 98 por cento dos votos da assembléia, mas que ele, o pastor Antonio Elias, tinha recebido um voto. Então o santo homem disse ao pastor Josué: “Ainda tenho esperança com essa igreja, pelo menos um ainda tem a cabeça no lugar”. 7. A atitude sempre positiva. Nunca o encontrei para baixo. Sempre via algo bom nas coisas ruins. Quando fiquei viúvo, ele veio e pregou no culto de sepultamento de Ana Maria (2000). Quando se despediu me disse: “Chore sua dor. Viva seu luto. Siga em frente. Há coisas maiores e melhores preparadas para você”. Essa era sua maneira de ver a vida. “Abra os olhos. Há algo bom lhe esperando, filho. Siga em frente, seguro na mão do Senhor”. 8. A paixão por Jesus. “Tudo vem do Senhor e tudo é para o Senhor. Não há lugar para vaidades, soberba ou vanglória. É o Senhor que opera em nós e por nós. Procure agradá-lo, meu filho”. 9. O amor pela igreja local. Uma vez um grupo de irmãos me fez uma proposta para deixar a igreja local e dedicar-me ao ministério itinerante de pregação, revitalização de igrejas e cruzadas evangelizadoras. Ele me disse: “Não deixe a igreja. Durante anos tenho feito este trabalho de cruzadas e despertamento de igrejas, mas volto para a igreja local. A igreja lhe dá suporte, oração, encorajamento e lhe humilha muito. Em qualquer lugar que você vai há sempre multidões lhe esperando. Você volta para igreja e vai para uma reunião de oração onde têm três, cinco, dez pessoas. Sirva sua igreja com alegria e paixão, independente do número de presentes”. 10. A paixão pela evangelização: ganhar almas e plantar igrejas. Já pastor jubilado, fundou igrejas e viajava semanalmente para conferências por todo país. Fundou e dirigiu junto com D. Maria José, a Associação Evangélica Sarça Ardente (AESA), que funcionava no centro de Niterói, onde residiu até sua morte. Seu alvo era ganhar almas para Cristo e fazê-las dar frutos para o Reino de Deus. Oro para que o Eterno nos dê a bênção de crescer nessas virtudes como indivíduos e como igreja. |